sexta-feira, janeiro 30, 2015

Reunião com a Presidência da SPPREV - 29/01/2015

Ontem, 29 de Janeiro de 2015, o Diretor-Presidente em exercício da São Paulo Previdência recebeu novamente integrantes da Diretoria da AGEPREV, para tratar das demandas de nossos associados. Este foi o terceiro encontro com a Presidência desde que assumimos, porém é o primeiro dentre aqueles que chamaremos de regulares, ou seja, reuniões que manteremos – ressalvado qualquer imprevisto – na última quinta-feira de cada mês. Em representação à associação, estiveram presentes Rodrigo Kenji Teixeira Seino, Lucimara Santos Basso Motter e Bruno Palloni Costa Dias.

Ao contrário das duas primeiras reuniões, nas quais temas diversos tinham de ser debatidos, a pauta levada para esta primeira reunião ordinária foi bem sucinta. Os temas discutidos consistiram, basicamente, em aumento dos vencimentos, seja pela alteração do percentual do PIQPREV ou iniciativa diversa, e vale-alimentação.

De nossa parte, reiteramos a observação de que não há aumento há um ano, mesmo com a inflação em alta. Nossos salários, que já eram baixos para a média do mercado ou de funções públicas análogas, com a desvalorização da moeda, evidentemente, pioraram. Comunicamos a obviedade de que os funcionários não podem esperar eterna e tranquilamente pela boa vontade do Governo do Estado. O ainda hipotético V.A. e o singelíssimo aumento do V.R., medidas necessárias e, por certo, a seu modo positivas, estão longe de suprir a real necessidade de reajuste e aumento. Como esse aumento virá – e aqui ressaltamos que a modificação do percentual do PIQPREV nos parece ser uma excelente oportunidade –, para nós pouco importa, pois o que vocês associados nos indagam, diariamente, é somente o quando e o quanto. Pois sem aumento, evidentemente, não podemos ficar.

À nossa exposição, o Diretor-Presidente em exercício respondeu que não pretende reivindicar aumento salarial para os funcionários junto ao Governo do Estado, pelo menos não até o fim de Março. Segundo ele, tal pleito seria inútil, posto que a fase atual das finanças do Estado permite prever somente mais corte de gastos. Se as contas do Estado melhorarem, e somente neste caso, aí sim ele poderia levar nossa reivindicação adiante. Nada, no entanto, antes de Março.

Diante de tal quadro, deixamos claro que a aprovação do Projeto de Lei que modifica o percentual do nosso PIQPREV seria fundamental e, se aprovado, nos termos em que nos foi informado, ele de fato atenderia às nossas pretensões atuais. Se, no entanto, o Projeto se prorrogasse muito, ou mesmo fosse reprovado, e nenhum outro aumento real se concretizasse, os funcionários reagiriam com as armas que detêm, e uma paralisação poderia se tornar inevitável.

Neste ponto, o Diretor-Presidente em exercício afirmou ter boa vontade perante nossa demanda, mas sugeriu estar de mãos atadas quanto à iniciativa de aumento, afirmando, por fim, que não concordaria com uma paralisação, na atual conjuntura.

Quanto ao Vale-alimentação, o tema fluiu de forma menos tensa e preocupante. Temos a expectativa de que será possível que os funcionários obtenham o benefício sem necessidade de lei específica, circunstância que adiantaria muito o procedimento, e já há inclusive um processo aberto neste sentido. Confiamos que, já na próxima reunião regular, possamos debater boas novidades sobre o tema.

É de extrema importância que o posicionamento que nos foi passado em relação ao aumento dos vencimentos seja amplamente debatido entre os associados, para estruturarmos melhor as nossas reivindicações.